quinta-feira, 4 de novembro de 2010




Nome: Paracheirodon axelrodi
Comp 5 cm
Aqua 40L
pH 6.0
Temp 25°c
Origem: Bacia Amazônica

Tetra Neon Cardinal O Neon cardinal (Paracheirodon axelrodi) é um dos peixes ornamentais mais conhecidos e utilizados no mundo aquarístico, sua fama se iguala à dos Kinguios (Carassius auratus), Bettas (Betta splendens), Lebistes (Poecilia reticulata), etc. Também por ser notoriamente conhecido, circulam muitos boatos e mitos a seu respeito, justamente por isso, este texto tem como objetivo esclarecer estes equívocos e oferecer informações sobre a ecologia e comportamento deste peixe de tamanha beleza. Esta espécie foi descoberta por Hebert R. Axelrod na década de 50 e como uma forma de homenagem seu epíteto específico é axelrodi onde o "i" acrescentado dá a indicação de masculino. Pertence à família Characidae, que é a mais complexa e numerosa da Ordem Characiformes, devido à complexidade da família não é possível caracteriza-la somente com atributos externos e facilmente observáveis. Via de regra apresentam o pré-maxilar não protátil e nadadeira adiposa normalmente presente. Possui como característica principal a faixa neon, que percorre seu corpo horizontalmente e termina na base da nadadeira adiposa, e o ventre vermelho. É de origem sul americana e está amplamente distribuído desde o Orinoco (Venezuela), pelo rio Vaupes e o norte e leste do rio Negro até o noroeste da Colômbia. Vive em águas ácidas, cujo pH pode ser até menor que 4.0, quentes, moles e na maior parte escuras. O macho é menor, possui o ventre mais magro, retilíneo e apresenta uma pequena modificação no primeiro raio da nadadeira anal que se assemelha ao formato de um gancho ou anzol. Já a fêmea é o contrário é maior e possui o ventre volumoso, roliço, principalmente em época de desova. Podem atingir cerca de 5 cm quando adultos, são peixes cardumeiros e pacíficos e nadam à meia água e no fundo do aquário. Qual a melhor alimentação para o Neon Cardinal? Na natureza a espécie se alimenta de microcrustáceos e larvas de quironomídeos (Chironomidae, Diptera), enquanto ingestão de algas é pouco freqüente. Como são onívoros acabam comendo de tudo, então é importante acrescentar alimento vivo à sua dieta pelo menos uma vez por semana, podem ser daphnias, artêmias, enquitréias, larvas de mosquitos etc. Outra coisa necessária que muitos aquaristas acabam não fazendo é adicionar ração a base de vegetais / algas à sua dieta para oferecer uma maior variedade de nutrientes. Como ocorre a reprodução? Já foi feita em cativeiro? O neon cardinal é uma espécie ovípara, são considerados disseminadores livres, pois a fêmea libera os ovos na água e o macho nada em volta fertilizando-os. Os ovos eclodem em 19 a 20 horas quando mantidos em temperatura entre 25 e 27ºC, após três ou quatro dias da eclosão os alevinos já consumiram o conteúdo do saco vitelino e começam a nadar. O alevino possui uma glândula adesiva grande no topo da cabeça que o ajuda a se prender no substrato ou nas folhas de plantas. Isso evita que sejam arrastados pela correnteza e se dispersem ficando desprotegidos e tendo como consequência a morte por predação. Entre os peixes desta espécie não ocorre o cuidado parental e a partir do momento em que os filhotes apresentam nado livre pode-se dar rações específicas para alevinos de ovíparos e alimentos vivos como náuplios de artêmia, conforme os filhotes forem crescendo alimentos vivos maiores podem ser oferecidos. Os filhotes só começam a apresentar as cores características da espécie com aproximadamente duas semanas de vida. Recomenda-se usar filtro interno de espuma ou então colocar perlon na entrada de água do filtro externo para evitar sugar os filhotes quando em aquários próprios para reprodução. A partir do 6 meses de idade e pouco mais de 2cm de comprimento, os cardinais já estão aptos a reproduzir. A reprodução do neon em cativeiro não é impossível como muitos dizem, apenas exige mais atenção aos parâmetros da água e cuidados com o aquário do que com os outros tetras, mas a maioria absoluta dos neons encontrados para a venda no Brasil são coletados diretamente da natureza. Na Europa e Ásia a reprodução deles em cativeiro já vem sendo praticada por anos. Quais os melhores parâmetros para os Neons em aquários? Apesar de serem encontrados em águas muito ácidas em certas épocas do ano, a melhor faixa de pH para se manter a espécie em aquários vai de 5.0 a 6.6. Por viverem em águas ricas em ácidos tânicos e húmicos, além do pH ácido, é importante manter a dureza da água o mais baixa possível. Por serem encontrados em regiões quentes, a temperatura da água deve ser elevada, sempre acima dos 26°C e, apesar do calor, por serem encontrados (na maior parte) em águas mais escuras a iluminação do aquário não deve ser muito forte, ou então, se puder mantenha plantas de superfície para criar algumas áreas com mais sombra. Não que a iluminação forte dos plantados chegue a afetar muito o peixe, mas se quer que ele se sinta mais confortável é melhor uma intensidade menor. Em relação ao tamanho do aquário, obviamente quanto maior melhor, mas aquários a partir de 50 litros já comportam um pequeno cardume. Um aquário ideal para neons e que possibilitasse a tentativa de reprodução deles seria um biótopo monoespécie, que representasse um pequeno igarapé com água quente, ácida, mole, escura, cheio de galhos/troncos, folhas caídas pelo substrato, fundo de areia e água mais calma. O Neon é um peixe muito sensível que morre a toa? Não! Desde que tenha suas necessidades respeitadas é um peixe bem resistente, o problema é que ele percorre um belo trajeto (que será mais explicado ao final do texto) desde a captura até chegar ao seu aquário. Isso inclui dias sem comer, exposição a altas concentrações de amônia, variações bruscas de temperatura e outros parâmetros, estresse, manejo inadequado. Sem contar que logo que chega à loja pode acontecer de não passar por uma aclimatação correta sofrendo choque de temperatura e/ou de pH, ser colocado com outros peixes maiores e sofrer mais estresse ainda, ser exposto a outros peixes doentes, enfim... Um caso que aconteceu comigo dias atrás foi comprar neons e, ao abrir o plástico em que vieram para começar a aclimatação, descobri pelo teste de pH que na loja eram mantidos em 7.4! Se ele sobrevive a tudo isso, extremamente sensível é certo que não é. Só que o aquarista compra o peixe já debilitado por passar por tanto problemas e com o sistema imunológico baixo, se não for feita uma correta aclimatação, as condições do aquário não forem próprias para ele, for exposto a mais doenças e estresse não é surpresa nenhuma que desenvolva alguma doença ou simplesmente morra "sem causa aparente". Neons são peixes de cardume, se não lhes é dada esta condição, podem se isolar e parar de comer, com isso, o peixe que já não estava bem antes, agora tem seu sistema imunológico ainda mais deteriorado e pode morrer por inanição ou ser acometido por alguma doença. E a tal Doença do Neon? A chamada Doença do Neon Tetra ou Pleistophora é causada por um parasita esporozoário e, apesar do nome, não afeta somente os neons. Ataca a maioria da família dos tetras, ciclídeos como os Bandeiras, ciprinídeos como as Rásboras e Barbos e até mesmo os Kinguios. É uma doença conhecida por sua rápida infestação e alta taxa de mortalidade, é causada pelo parasita Pleistophora hyphessobryconis e até hoje não se conhece uma cura para ela. O ciclo da doença começa quando os esporos do parasita entram no peixe hospedeiro após o mesmo ter consumido alimento infectado como partes de um peixe morto ou alimento vivo. Uma vez dentro do peixe, o parasita se instala no trato intestinal, os embriões recém eclodidos dos esporos atravessam a parede do intestino e se instalam nos tecidos musculares produzindo cistos. Esses músculos que abrigam os cistos começam a morrer e o tecido necrosado se torna pálido, eventualmente ficando branco, o que explica a mancha clara característica nos animais infectados. Alguns sintomas:
Agitação;
O peixe começa a perder a coloração;
O peixe apresenta dificuldade para nadar;
Em casos avançados a espinha dorsal do peixe pode se tornar curvada;
Podem aparecer infecções secundárias como nadadeiras roídas e bloat;
Conforme o cisto se desenvolve o corpo pode apresentar várias deformidades (pequenas massas sólidas, irregularidades);
Durante os estágios iniciais o único sintoma pode ser a agitação, principalmente durante a noite, é comum também o peixe infectado se separar do cardume. Eventualmente a natação se torna mais errática (irregular) e se torna bem óbvio que o peixe não está bem. Conforme a doença progride, os tecidos musculares afetados começam a se tornar brancos, geralmente começando pelos músculos das áreas entre a faixa neon e a espinha dorsal. Quanto mais tecido muscular infectado maior é a mancha de coloração pálida. Os danos aos músculos podem causar a curvatura ou deformação da espinha, o que causa danos à natação. Não é incomum o peixe apresentar o corpo irregular causado pela deformidade dos músculos afetados pelos cistos. Nadadeiras roídas, especialmente a caudal também não é incomum, entretanto, isso ocorre devido às infecções secundárias e não pelo resultado direto da própria doença causada pelo parasita. O bloat também pode ocorrer e é outro sintoma causado por infecções secundárias. Qualquer peixe que apresente estes sintomas deve ser separado dos demais, sendo colocado em um aquário hospital para melhor observação já que existem outras doenças, causadas por bactérias, que podem apresentar sintomas semelhantes e possuem cura. Casos como estes inclusive podem dar uma falsa idéia de que o peixe tinha a doença do neon e foi curado, quando na verdade era uma bacteriose que ao ser tratada com algum antibiótico foi eliminada. Como ainda não foi encontrada uma cura para esta doença, a prevenção é o melhor remédio! Não compre peixes de tanques que possuam outros peixes doentes ou mortos e peixes que não cardumeiam também são suspeitos. Além disso faça uma quarentena de peixes novos de 2 semanas e mantenha uma ótima qualidade da água para evitar qualquer queda no sistema imunológico dos peixes. Já foram encontrados relatos de que o uso de remédios específicos contra protozoários, tais como Protozin, ajudaram a aliviar os sintomas da doença e que o uso de ácido Nalidixico – normalmente usado para tratar doenças causadas por organismos gram-negativos – também aliviou os sintomas da doença. Em ambos os casos, não houve nenhuma comprovação científica de que o tratamento realmente funciona e apenas se fala em aliviar sintomas, nenhuma cura foi documentada cientificamente ainda. Qual Neon eu tenho? Apesar da ficha ser focada no Neon Cardinal, é comum ocorrer confusão entre esta espécie e outras semelhantes também chamadas popularmente de "Neon". Os mais parecidos são o Neon Verde (Paracheirodon simulans) e o Neon Verdadeiro (Paracheirodon innesi), o Neon Verde é menor que o Cardinal e sua faixa neon passa pela nadadeira adiposa e vai até o pedúnculo caudal, já o Neon Verdadeiro não possui todo o ventre vermelho, sua faixa vermelha começa na nadadeira anal e vai até o pedúnculo caudal. Além destas duas espécies, outras também possuem o nome popular de "Neon", mas apresentam diferenças bem mais contrastantes referentes à cor, são elas o Neon Chocolate (Hyphessobrycon vilmae) e o Neon Negro (Hyphessobrycon herbertaxelrodi). Como é feita a captura e manejo do peixe? No Brasil, o principal centro fornecedor de peixes ornamentais é a cidade de Barcelos, o estado do Pará até possui alguma produção, mas em pequena quantidade. O neon cardinal é a espécie mais importante e representa 80% do volume comercializado. O desenvolvimento dos peixes ornamentais ocorre principalmente nos igapós e igarapés da floresta, áreas total ou parcialmente inundadas. A melhor época para a captura é durante a vazante e seca dos rios. Quando o pescador de peixes ornamentais (piabeiro) localiza um cardume, ele o conduz para o rapiché ou puçá, e os transfere para o interior de cestas de palha forradas com saco plástico, com a água do igarapé. Depois de capturados, os peixes são levados para um acampamento, onde são montados viveiros no próprio rio. Depois disso, são levados para Barcelos e, seguem uma viagem de 30 horas até Manaus, nas lojas de exportadores os peixes são mantidos em instalações de quarentena até serem exportados. A venda do Neon cardinal foi proibida pelo IBAMA? Não, a venda não é proibida, até porque, como já foi citado acima, ele é a espécie que mais é comercializada. O que acontece é que durante os meses das cheias – de maio a julho – a pesca e comercialização do neon cardinal é suspensa pelo IBAMA para que a sua reprodução na natureza seja garantida. Mas durante o resto do ano ele é comercializado normalmente.
40 L
6.0
25°C
Tetra Neon Cardinal O Neon cardinal (Paracheirodon axelrodi) é um dos peixes ornamentais mais conhecidos e utilizados no mundo aquarístico, sua fama se iguala à dos Kinguios (Carassius auratus), Bettas (Betta splendens), Lebistes (Poecilia reticulata), etc. Também por ser notoriamente conhecido, circulam muitos boatos e mitos a seu respeito, justamente por isso, este texto tem como objetivo esclarecer estes equívocos e oferecer informações sobre a ecologia e comportamento deste peixe de tamanha beleza. Esta espécie foi descoberta por Hebert R. Axelrod na década de 50 e como uma forma de homenagem seu epíteto específico é axelrodi onde o "i" acrescentado dá a indicação de masculino. Pertence à família Characidae, que é a mais complexa e numerosa da Ordem Characiformes, devido à complexidade da família não é possível caracteriza-la somente com atributos externos e facilmente observáveis. Via de regra apresentam o pré-maxilar não protátil e nadadeira adiposa normalmente presente. Possui como característica principal a faixa neon, que percorre seu corpo horizontalmente e termina na base da nadadeira adiposa, e o ventre vermelho. É de origem sul americana e está amplamente distribuído desde o Orinoco (Venezuela), pelo rio Vaupes e o norte e leste do rio Negro até o noroeste da Colômbia. Vive em águas ácidas, cujo pH pode ser até menor que 4.0, quentes, moles e na maior parte escuras. O macho é menor, possui o ventre mais magro, retilíneo e apresenta uma pequena modificação no primeiro raio da nadadeira anal que se assemelha ao formato de um gancho ou anzol. Já a fêmea é o contrário é maior e possui o ventre volumoso, roliço, principalmente em época de desova. Podem atingir cerca de 5 cm quando adultos, são peixes cardumeiros e pacíficos e nadam à meia água e no fundo do aquário. Qual a melhor alimentação para o Neon Cardinal? Na natureza a espécie se alimenta de microcrustáceos e larvas de quironomídeos (Chironomidae, Diptera), enquanto ingestão de algas é pouco freqüente. Como são onívoros acabam comendo de tudo, então é importante acrescentar alimento vivo à sua dieta pelo menos uma vez por semana, podem ser daphnias, artêmias, enquitréias, larvas de mosquitos etc. Outra coisa necessária que muitos aquaristas acabam não fazendo é adicionar ração a base de vegetais / algas à sua dieta para oferecer uma maior variedade de nutrientes. Como ocorre a reprodução? Já foi feita em cativeiro? O neon cardinal é uma espécie ovípara, são considerados disseminadores livres, pois a fêmea libera os ovos na água e o macho nada em volta fertilizando-os. Os ovos eclodem em 19 a 20 horas quando mantidos em temperatura entre 25 e 27ºC, após três ou quatro dias da eclosão os alevinos já consumiram o conteúdo do saco vitelino e começam a nadar. O alevino possui uma glândula adesiva grande no topo da cabeça que o ajuda a se prender no substrato ou nas folhas de plantas. Isso evita que sejam arrastados pela correnteza e se dispersem ficando desprotegidos e tendo como consequência a morte por predação. Entre os peixes desta espécie não ocorre o cuidado parental e a partir do momento em que os filhotes apresentam nado livre pode-se dar rações específicas para alevinos de ovíparos e alimentos vivos como náuplios de artêmia, conforme os filhotes forem crescendo alimentos vivos maiores podem ser oferecidos. Os filhotes só começam a apresentar as cores características da espécie com aproximadamente duas semanas de vida. Recomenda-se usar filtro interno de espuma ou então colocar perlon na entrada de água do filtro externo para evitar sugar os filhotes quando em aquários próprios para reprodução. A partir do 6 meses de idade e pouco mais de 2cm de comprimento, os cardinais já estão aptos a reproduzir. A reprodução do neon em cativeiro não é impossível como muitos dizem, apenas exige mais atenção aos parâmetros da água e cuidados com o aquário do que com os outros tetras, mas a maioria absoluta dos neons encontrados para a venda no Brasil são coletados diretamente da natureza. Na Europa e Ásia a reprodução deles em cativeiro já vem sendo praticada por anos. Quais os melhores parâmetros para os Neons em aquários? Apesar de serem encontrados em águas muito ácidas em certas épocas do ano, a melhor faixa de pH para se manter a espécie em aquários vai de 5.0 a 6.6. Por viverem em águas ricas em ácidos tânicos e húmicos, além do pH ácido, é importante manter a dureza da água o mais baixa possível. Por serem encontrados em regiões quentes, a temperatura da água deve ser elevada, sempre acima dos 26°C e, apesar do calor, por serem encontrados (na maior parte) em águas mais escuras a iluminação do aquário não deve ser muito forte, ou então, se puder mantenha plantas de superfície para criar algumas áreas com mais sombra. Não que a iluminação forte dos plantados chegue a afetar muito o peixe, mas se quer que ele se sinta mais confortável é melhor uma intensidade menor. Em relação ao tamanho do aquário, obviamente quanto maior melhor, mas aquários a partir de 50 litros já comportam um pequeno cardume. Um aquário ideal para neons e que possibilitasse a tentativa de reprodução deles seria um biótopo monoespécie, que representasse um pequeno igarapé com água quente, ácida, mole, escura, cheio de galhos/troncos, folhas caídas pelo substrato, fundo de areia e água mais calma. O Neon é um peixe muito sensível que morre a toa? Não! Desde que tenha suas necessidades respeitadas é um peixe bem resistente, o problema é que ele percorre um belo trajeto (que será mais explicado ao final do texto) desde a captura até chegar ao seu aquário. Isso inclui dias sem comer, exposição a altas concentrações de amônia, variações bruscas de temperatura e outros parâmetros, estresse, manejo inadequado. Sem contar que logo que chega à loja pode acontecer de não passar por uma aclimatação correta sofrendo choque de temperatura e/ou de pH, ser colocado com outros peixes maiores e sofrer mais estresse ainda, ser exposto a outros peixes doentes, enfim... Um caso que aconteceu comigo dias atrás foi comprar neons e, ao abrir o plástico em que vieram para começar a aclimatação, descobri pelo teste de pH que na loja eram mantidos em 7.4! Se ele sobrevive a tudo isso, extremamente sensível é certo que não é. Só que o aquarista compra o peixe já debilitado por passar por tanto problemas e com o sistema imunológico baixo, se não for feita uma correta aclimatação, as condições do aquário não forem próprias para ele, for exposto a mais doenças e estresse não é surpresa nenhuma que desenvolva alguma doença ou simplesmente morra "sem causa aparente". Neons são peixes de cardume, se não lhes é dada esta condição, podem se isolar e parar de comer, com isso, o peixe que já não estava bem antes, agora tem seu sistema imunológico ainda mais deteriorado e pode morrer por inanição ou ser acometido por alguma doença. E a tal Doença do Neon? A chamada Doença do Neon Tetra ou Pleistophora é causada por um parasita esporozoário e, apesar do nome, não afeta somente os neons. Ataca a maioria da família dos tetras, ciclídeos como os Bandeiras, ciprinídeos como as Rásboras e Barbos e até mesmo os Kinguios. É uma doença conhecida por sua rápida infestação e alta taxa de mortalidade, é causada pelo parasita Pleistophora hyphessobryconis e até hoje não se conhece uma cura para ela. O ciclo da doença começa quando os esporos do parasita entram no peixe hospedeiro após o mesmo ter consumido alimento infectado como partes de um peixe morto ou alimento vivo. Uma vez dentro do peixe, o parasita se instala no trato intestinal, os embriões recém eclodidos dos esporos atravessam a parede do intestino e se instalam nos tecidos musculares produzindo cistos. Esses músculos que abrigam os cistos começam a morrer e o tecido necrosado se torna pálido, eventualmente ficando branco, o que explica a mancha clara característica nos animais infectados. Alguns sintomas:
Agitação;
O peixe começa a perder a coloração;
O peixe apresenta dificuldade para nadar;
Em casos avançados a espinha dorsal do peixe pode se tornar curvada;
Podem aparecer infecções secundárias como nadadeiras roídas e bloat;
Conforme o cisto se desenvolve o corpo pode apresentar várias deformidades (pequenas massas sólidas, irregularidades);
Durante os estágios iniciais o único sintoma pode ser a agitação, principalmente durante a noite, é comum também o peixe infectado se separar do cardume. Eventualmente a natação se torna mais errática (irregular) e se torna bem óbvio que o peixe não está bem. Conforme a doença progride, os tecidos musculares afetados começam a se tornar brancos, geralmente começando pelos músculos das áreas entre a faixa neon e a espinha dorsal. Quanto mais tecido muscular infectado maior é a mancha de coloração pálida. Os danos aos músculos podem causar a curvatura ou deformação da espinha, o que causa danos à natação. Não é incomum o peixe apresentar o corpo irregular causado pela deformidade dos músculos afetados pelos cistos. Nadadeiras roídas, especialmente a caudal também não é incomum, entretanto, isso ocorre devido às infecções secundárias e não pelo resultado direto da própria doença causada pelo parasita. O bloat também pode ocorrer e é outro sintoma causado por infecções secundárias. Qualquer peixe que apresente estes sintomas deve ser separado dos demais, sendo colocado em um aquário hospital para melhor observação já que existem outras doenças, causadas por bactérias, que podem apresentar sintomas semelhantes e possuem cura. Casos como estes inclusive podem dar uma falsa idéia de que o peixe tinha a doença do neon e foi curado, quando na verdade era uma bacteriose que ao ser tratada com algum antibiótico foi eliminada. Como ainda não foi encontrada uma cura para esta doença, a prevenção é o melhor remédio! Não compre peixes de tanques que possuam outros peixes doentes ou mortos e peixes que não cardumeiam também são suspeitos. Além disso faça uma quarentena de peixes novos de 2 semanas e mantenha uma ótima qualidade da água para evitar qualquer queda no sistema imunológico dos peixes. Já foram encontrados relatos de que o uso de remédios específicos contra protozoários, tais como Protozin, ajudaram a aliviar os sintomas da doença e que o uso de ácido Nalidixico – normalmente usado para tratar doenças causadas por organismos gram-negativos – também aliviou os sintomas da doença. Em ambos os casos, não houve nenhuma comprovação científica de que o tratamento realmente funciona e apenas se fala em aliviar sintomas, nenhuma cura foi documentada cientificamente ainda. Qual Neon eu tenho? Apesar da ficha ser focada no Neon Cardinal, é comum ocorrer confusão entre esta espécie e outras semelhantes também chamadas popularmente de "Neon". Os mais parecidos são o Neon Verde (Paracheirodon simulans) e o Neon Verdadeiro (Paracheirodon innesi), o Neon Verde é menor que o Cardinal e sua faixa neon passa pela nadadeira adiposa e vai até o pedúnculo caudal, já o Neon Verdadeiro não possui todo o ventre vermelho, sua faixa vermelha começa na nadadeira anal e vai até o pedúnculo caudal. Além destas duas espécies, outras também possuem o nome popular de "Neon", mas apresentam diferenças bem mais contrastantes referentes à cor, são elas o Neon Chocolate (Hyphessobrycon vilmae) e o Neon Negro (Hyphessobrycon herbertaxelrodi). Como é feita a captura e manejo do peixe? No Brasil, o principal centro fornecedor de peixes ornamentais é a cidade de Barcelos, o estado do Pará até possui alguma produção, mas em pequena quantidade. O neon cardinal é a espécie mais importante e representa 80% do volume comercializado. O desenvolvimento dos peixes ornamentais ocorre principalmente nos igapós e igarapés da floresta, áreas total ou parcialmente inundadas. A melhor época para a captura é durante a vazante e seca dos rios. Quando o pescador de peixes ornamentais (piabeiro) localiza um cardume, ele o conduz para o rapiché ou puçá, e os transfere para o interior de cestas de palha forradas com saco plástico, com a água do igarapé. Depois de capturados, os peixes são levados para um acampamento, onde são montados viveiros no próprio rio. Depois disso, são levados para Barcelos e, seguem uma viagem de 30 horas até Manaus, nas lojas de exportadores os peixes são mantidos em instalações de quarentena até serem exportados. A venda do Neon cardinal foi proibida pelo IBAMA? Não, a venda não é proibida, até porque, como já foi citado acima, ele é a espécie que mais é comercializada. O que acontece é que durante os meses das cheias – de maio a julho – a pesca e comercialização do neon cardinal é suspensa pelo IBAMA para que a sua reprodução na natureza seja garantida. Mas durante o resto do ano ele é comercializado normalmente.

6.0
25°C
Tetra Neon Cardinal O Neon cardinal (Paracheirodon axelrodi) é um dos peixes ornamentais mais conhecidos e utilizados no mundo aquarístico, sua fama se iguala à dos Kinguios (Carassius auratus), Bettas (Betta splendens), Lebistes (Poecilia reticulata), etc. Também por ser notoriamente conhecido, circulam muitos boatos e mitos a seu respeito, justamente por isso, este texto tem como objetivo esclarecer estes equívocos e oferecer informações sobre a ecologia e comportamento deste peixe de tamanha beleza. Esta espécie foi descoberta por Hebert R. Axelrod na década de 50 e como uma forma de homenagem seu epíteto específico é axelrodi onde o "i" acrescentado dá a indicação de masculino. Pertence à família Characidae, que é a mais complexa e numerosa da Ordem Characiformes, devido à complexidade da família não é possível caracteriza-la somente com atributos externos e facilmente observáveis. Via de regra apresentam o pré-maxilar não protátil e nadadeira adiposa normalmente presente. Possui como característica principal a faixa neon, que percorre seu corpo horizontalmente e termina na base da nadadeira adiposa, e o ventre vermelho. É de origem sul americana e está amplamente distribuído desde o Orinoco (Venezuela), pelo rio Vaupes e o norte e leste do rio Negro até o noroeste da Colômbia. Vive em águas ácidas, cujo pH pode ser até menor que 4.0, quentes, moles e na maior parte escuras. O macho é menor, possui o ventre mais magro, retilíneo e apresenta uma pequena modificação no primeiro raio da nadadeira anal que se assemelha ao formato de um gancho ou anzol. Já a fêmea é o contrário é maior e possui o ventre volumoso, roliço, principalmente em época de desova. Podem atingir cerca de 5 cm quando adultos, são peixes cardumeiros e pacíficos e nadam à meia água e no fundo do aquário. Qual a melhor alimentação para o Neon Cardinal? Na natureza a espécie se alimenta de microcrustáceos e larvas de quironomídeos (Chironomidae, Diptera), enquanto ingestão de algas é pouco freqüente. Como são onívoros acabam comendo de tudo, então é importante acrescentar alimento vivo à sua dieta pelo menos uma vez por semana, podem ser daphnias, artêmias, enquitréias, larvas de mosquitos etc. Outra coisa necessária que muitos aquaristas acabam não fazendo é adicionar ração a base de vegetais / algas à sua dieta para oferecer uma maior variedade de nutrientes. Como ocorre a reprodução? Já foi feita em cativeiro? O neon cardinal é uma espécie ovípara, são considerados disseminadores livres, pois a fêmea libera os ovos na água e o macho nada em volta fertilizando-os. Os ovos eclodem em 19 a 20 horas quando mantidos em temperatura entre 25 e 27ºC, após três ou quatro dias da eclosão os alevinos já consumiram o conteúdo do saco vitelino e começam a nadar. O alevino possui uma glândula adesiva grande no topo da cabeça que o ajuda a se prender no substrato ou nas folhas de plantas. Isso evita que sejam arrastados pela correnteza e se dispersem ficando desprotegidos e tendo como consequência a morte por predação. Entre os peixes desta espécie não ocorre o cuidado parental e a partir do momento em que os filhotes apresentam nado livre pode-se dar rações específicas para alevinos de ovíparos e alimentos vivos como náuplios de artêmia, conforme os filhotes forem crescendo alimentos vivos maiores podem ser oferecidos. Os filhotes só começam a apresentar as cores características da espécie com aproximadamente duas semanas de vida. Recomenda-se usar filtro interno de espuma ou então colocar perlon na entrada de água do filtro externo para evitar sugar os filhotes quando em aquários próprios para reprodução. A partir do 6 meses de idade e pouco mais de 2cm de comprimento, os cardinais já estão aptos a reproduzir. A reprodução do neon em cativeiro não é impossível como muitos dizem, apenas exige mais atenção aos parâmetros da água e cuidados com o aquário do que com os outros tetras, mas a maioria absoluta dos neons encontrados para a venda no Brasil são coletados diretamente da natureza. Na Europa e Ásia a reprodução deles em cativeiro já vem sendo praticada por anos. Quais os melhores parâmetros para os Neons em aquários? Apesar de serem encontrados em águas muito ácidas em certas épocas do ano, a melhor faixa de pH para se manter a espécie em aquários vai de 5.0 a 6.6. Por viverem em águas ricas em ácidos tânicos e húmicos, além do pH ácido, é importante manter a dureza da água o mais baixa possível. Por serem encontrados em regiões quentes, a temperatura da água deve ser elevada, sempre acima dos 26°C e, apesar do calor, por serem encontrados (na maior parte) em águas mais escuras a iluminação do aquário não deve ser muito forte, ou então, se puder mantenha plantas de superfície para criar algumas áreas com mais sombra. Não que a iluminação forte dos plantados chegue a afetar muito o peixe, mas se quer que ele se sinta mais confortável é melhor uma intensidade menor. Em relação ao tamanho do aquário, obviamente quanto maior melhor, mas aquários a partir de 50 litros já comportam um pequeno cardume. Um aquário ideal para neons e que possibilitasse a tentativa de reprodução deles seria um biótopo monoespécie, que representasse um pequeno igarapé com água quente, ácida, mole, escura, cheio de galhos/troncos, folhas caídas pelo substrato, fundo de areia e água mais calma. O Neon é um peixe muito sensível que morre a toa? Não! Desde que tenha suas necessidades respeitadas é um peixe bem resistente, o problema é que ele percorre um belo trajeto (que será mais explicado ao final do texto) desde a captura até chegar ao seu aquário. Isso inclui dias sem comer, exposição a altas concentrações de amônia, variações bruscas de temperatura e outros parâmetros, estresse, manejo inadequado. Sem contar que logo que chega à loja pode acontecer de não passar por uma aclimatação correta sofrendo choque de temperatura e/ou de pH, ser colocado com outros peixes maiores e sofrer mais estresse ainda, ser exposto a outros peixes doentes, enfim... Um caso que aconteceu comigo dias atrás foi comprar neons e, ao abrir o plástico em que vieram para começar a aclimatação, descobri pelo teste de pH que na loja eram mantidos em 7.4! Se ele sobrevive a tudo isso, extremamente sensível é certo que não é. Só que o aquarista compra o peixe já debilitado por passar por tanto problemas e com o sistema imunológico baixo, se não for feita uma correta aclimatação, as condições do aquário não forem próprias para ele, for exposto a mais doenças e estresse não é surpresa nenhuma que desenvolva alguma doença ou simplesmente morra "sem causa aparente". Neons são peixes de cardume, se não lhes é dada esta condição, podem se isolar e parar de comer, com isso, o peixe que já não estava bem antes, agora tem seu sistema imunológico ainda mais deteriorado e pode morrer por inanição ou ser acometido por alguma doença. E a tal Doença do Neon? A chamada Doença do Neon Tetra ou Pleistophora é causada por um parasita esporozoário e, apesar do nome, não afeta somente os neons. Ataca a maioria da família dos tetras, ciclídeos como os Bandeiras, ciprinídeos como as Rásboras e Barbos e até mesmo os Kinguios. É uma doença conhecida por sua rápida infestação e alta taxa de mortalidade, é causada pelo parasita Pleistophora hyphessobryconis e até hoje não se conhece uma cura para ela. O ciclo da doença começa quando os esporos do parasita entram no peixe hospedeiro após o mesmo ter consumido alimento infectado como partes de um peixe morto ou alimento vivo. Uma vez dentro do peixe, o parasita se instala no trato intestinal, os embriões recém eclodidos dos esporos atravessam a parede do intestino e se instalam nos tecidos musculares produzindo cistos. Esses músculos que abrigam os cistos começam a morrer e o tecido necrosado se torna pálido, eventualmente ficando branco, o que explica a mancha clara característica nos animais infectados. Alguns sintomas:
Agitação;
O peixe começa a perder a coloração;
O peixe apresenta dificuldade para nadar;
Em casos avançados a espinha dorsal do peixe pode se tornar curvada;
Podem aparecer infecções secundárias como nadadeiras roídas e bloat;
Conforme o cisto se desenvolve o corpo pode apresentar várias deformidades (pequenas massas sólidas, irregularidades);
Durante os estágios iniciais o único sintoma pode ser a agitação, principalmente durante a noite, é comum também o peixe infectado se separar do cardume. Eventualmente a natação se torna mais errática (irregular) e se torna bem óbvio que o peixe não está bem. Conforme a doença progride, os tecidos musculares afetados começam a se tornar brancos, geralmente começando pelos músculos das áreas entre a faixa neon e a espinha dorsal. Quanto mais tecido muscular infectado maior é a mancha de coloração pálida. Os danos aos músculos podem causar a curvatura ou deformação da espinha, o que causa danos à natação. Não é incomum o peixe apresentar o corpo irregular causado pela deformidade dos músculos afetados pelos cistos. Nadadeiras roídas, especialmente a caudal também não é incomum, entretanto, isso ocorre devido às infecções secundárias e não pelo resultado direto da própria doença causada pelo parasita. O bloat também pode ocorrer e é outro sintoma causado por infecções secundárias. Qualquer peixe que apresente estes sintomas deve ser separado dos demais, sendo colocado em um aquário hospital para melhor observação já que existem outras doenças, causadas por bactérias, que podem apresentar sintomas semelhantes e possuem cura. Casos como estes inclusive podem dar uma falsa idéia de que o peixe tinha a doença do neon e foi curado, quando na verdade era uma bacteriose que ao ser tratada com algum antibiótico foi eliminada. Como ainda não foi encontrada uma cura para esta doença, a prevenção é o melhor remédio! Não compre peixes de tanques que possuam outros peixes doentes ou mortos e peixes que não cardumeiam também são suspeitos. Além disso faça uma quarentena de peixes novos de 2 semanas e mantenha uma ótima qualidade da água para evitar qualquer queda no sistema imunológico dos peixes. Já foram encontrados relatos de que o uso de remédios específicos contra protozoários, tais como Protozin, ajudaram a aliviar os sintomas da doença e que o uso de ácido Nalidixico – normalmente usado para tratar doenças causadas por organismos gram-negativos – também aliviou os sintomas da doença. Em ambos os casos, não houve nenhuma comprovação científica de que o tratamento realmente funciona e apenas se fala em aliviar sintomas, nenhuma cura foi documentada cientificamente ainda. Qual Neon eu tenho? Apesar da ficha ser focada no Neon Cardinal, é comum ocorrer confusão entre esta espécie e outras semelhantes também chamadas popularmente de "Neon". Os mais parecidos são o Neon Verde (Paracheirodon simulans) e o Neon Verdadeiro (Paracheirodon innesi), o Neon Verde é menor que o Cardinal e sua faixa neon passa pela nadadeira adiposa e vai até o pedúnculo caudal, já o Neon Verdadeiro não possui todo o ventre vermelho, sua faixa vermelha começa na nadadeira anal e vai até o pedúnculo caudal. Além destas duas espécies, outras também possuem o nome popular de "Neon", mas apresentam diferenças bem mais contrastantes referentes à cor, são elas o Neon Chocolate (Hyphessobrycon vilmae) e o Neon Negro (Hyphessobrycon herbertaxelrodi). Como é feita a captura e manejo do peixe? No Brasil, o principal centro fornecedor de peixes ornamentais é a cidade de Barcelos, o estado do Pará até possui alguma produção, mas em pequena quantidade. O neon cardinal é a espécie mais importante e representa 80% do volume comercializado. O desenvolvimento dos peixes ornamentais ocorre principalmente nos igapós e igarapés da floresta, áreas total ou parcialmente inundadas. A melhor época para a captura é durante a vazante e seca dos rios. Quando o pescador de peixes ornamentais (piabeiro) localiza um cardume, ele o conduz para o rapiché ou puçá, e os transfere para o interior de cestas de palha forradas com saco plástico, com a água do igarapé. Depois de capturados, os peixes são levados para um acampamento, onde são montados viveiros no próprio rio. Depois disso, são levados para Barcelos e, seguem uma viagem de 30 horas até Manaus, nas lojas de exportadores os peixes são mantidos em instalações de quarentena até serem exportados. A venda do Neon cardinal foi proibida pelo IBAMA? Não, a venda não é proibida, até porque, como já foi citado acima, ele é a espécie que mais é comercializada. O que acontece é que durante os meses das cheias – de maio a julho – a pesca e comercialização do neon cardinal é suspensa pelo IBAMA para que a sua reprodução na natureza seja garantida. Mas durante o resto do ano ele é comercializado normalmente.

domingo, 24 de outubro de 2010

Entendendo pH

A água é realmente um composto interessante. Em maio '98 eu participei de um Congresso de Física, e uma das palestras mais disputadas foi a de um pesquisador convidado que apresentou suas mais recentes descobertas sobre...água! Por mais estranho que pareça, apesar de ser uma das mais bem conhecidas substâncias do mundo, ainda hoje é amplamente estudada por cientistas, e ainda existem muitas propriedades novas sendo descobertas. De qualquer forma, uma das suas propriedades mais bem conhecidas, porém muito interessante, é a capacidade da água de dissolver-se em si mesma.
O que?!?!? É isso mesmo...assim como quando você adiciona sal de cozinha comum (NaCl) à água pura, que rapidamente quebra a ligação Na-Cl e o dissolve em Na+ e Cl- (chamados íons), quando você "acrescenta água pura" (H2O) à água pura, parte dela dissolve em H+ e OH-. A principal diferença é que, enquanto com o sal podemos acrescentar várias colheres em um copo d'água e virtualmente todo ele se dissolve, somente uma quantidade muito pequena de água pura se dissolve em água pura.
Mas quanto? Bem, à temperatura ambiente, cerca de 1 molécula em cada 10 milhões (107) está dissolvida. Isto significa que, em uma típica piscina cheia de água pura, somente algumas colheres de chá de água estariam dissolvidas. Agora, aquele número 7 aí cima, perto do 10, parece familiar, não? É porque ele é exatamente o número usado para definir "pH neutro". Note que, como cada molécula dissolvida de H2O resulta em 1 íon H+ e 1 íon OH-, estes dois íons estão em quantidades iguais na água pura. O termo "neutro" aqui quer dizer exatamente isso: quantidades iguais de íons H+ e OH-. Como foi mencionado acima, à temperatura ambiente tem cerca de 1 de cada para 107 moléculas de água, e portanto nós dizemos que a água neutra tem pH=7.
E a água não neutra? Se, por qualquer razão, a quantidade relativa de íons H+ e OH- ions mudar, então a água começa a afastar da neutralidade. Se a quantidade de íons H+ aumenta, a água se torna ácida, se a quantidade de íons OH- aumenta, a água se torna alcalina. Por exemplo, suponha que a quantidade de H+ fica 10 vezes maior do que na água pura. Então haverá cerca de 1 íon H+para cada 1 milhão de moléculas de água (106) e portanto esta água terá pH=6. Note que a queda de 1 ponto no pH representa o aumento de 10 vezes na quantidade de íons H+ (em matemática isso é conhecido como escala logarítmica). Como a quantidade de H+ nunca cai abaixo de 1 em 107 (à temperatura ambiente), o valor do pH para água ácida fica sempre entre 0 e 7. O valor pH=0 significa que tem 1 íon H+ para cada molécula de água (1=100).
A mesma idéia é usada para representar aumentos em íons OH-. Há uma outra escala usada para este íon, chamada pOH, que funciona da mesma maneira: se a quantidade de OH- ficar 10 vezes maior do que na água pura, então a nova água terá pOH=6. Pelas mesmas razões explicadas acima, os valores de pOH vão sempre ficar entre 0 e 7.
Mas usar duas escalas complica as coisas desnecessariamente, então é mais comum juntá-las em uma única escala - pH. Agora, em vez de ir somente de 0 a 7, ela vai de 0 a 14. A primeira metade (0 a 7, ou mais corretamente 7 a 0) representa aumentos em H+ (água ácida). A segunda metade (7 a 14) representa aumentos em OH- (água alcalina). Então, se você pegar água pura e aumentar a quantidade de OH- 10 vezes, o pH vai aumentar de 7 para 8.
Ótimo, agora que sabemos como funciona o pH, como podemos aplicar este conhecimento no nosso hobby? Aqui está apenas um exemplo:
Acidificante Caseiro CalibradoSuponha que você consiga um pouco de solução de 10% de Ácido Clorídrico (HCl). Assumindo que todo o ácido está dissolvido em H+ e Cl-, então existe 1 íon H+ para cada 10 moléculas de água (101) e portanto esta solução tem pH=1. Se você pegar 1 ml desta solução (10-3 litros) e dissolver em 1 litro de água pura, então a quantidade relativa de H+ diminui 1000 vezes, e o pH vai aumentar em 3 pontos, tornando-se pH=4. Se, em vez disso, você dissolver aquele 1 ml da solução 10% em 100 litros, o pH vai aumentar em 5 pontos, tornando-se pH=6. Aha! Agora estamos entrando na faixa de interesse do aquarismo (a grande maioria das espécies de água doce vivem em águas com pH entre 6 e 8).
O raciocínio acima nos permite chegar à seguinte regra simples: adicionar 1 ml de uma solução de 10% HCl, a um aquário de 100 litros, vai contribuir uma quantidade de íons H+ equivalente a 10x a da água pura. Então, se o pH inicial do aquário está em 7, vai baixar para 6. Se está em 8, vai baixar para 7.
Se você pegou o jeito desse cálculo, pode facilmente adaptá-lo para o tamanho do seu aquário ou para a mudança desejada de pH. Mas tenha em mente que escalas logarítmicas não se comportam tão intuitivamente como escalas lineares, onde dobrar a quantidade de um fator implica simplesmente em dobrar a quantidade de outro. Para o pH, funciona assim:
· Mudança na quantidade
1.3x
1.6x
2x
2.5x
3.2x
4x
5x
6.3x
8x
10x
· Mudança no pH
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1.0
Aqui está um exemplo de como você pode usar o cálculo acima e a tabela: se o seu aquário tem 300 litros (em vez de 100), então dissolvendo os mesmos 1 ml daquela solução 10% nele vai resultar em uma quantidade relativa de H+ somente 5x maior do que a da água pura (em vez de 10x). De acordo com a tabela, no seu aquário isso abaixaria o pH de 7 para 6,3.
Mais um exemplo: suponha que o seu aquário tem mesmo 100 litros e pH=7, mas você só quer baixá-lo em 0,3 pontos (para 6,7). De acordo com a tabela, você só deve acrescentar o suficiente da solução 10% para acabar com uma quantidade H+ 2x maior que a da água pura. Então, em vez de 1 ml, acrescente só 0,2 ml.
Legal, não? No entanto, é importante terminar este artigo dizendo que, embora as idéias acima devem funcionar e abaixar o pH como esperado, se ele fica ou não neste novo nível vai depender de outra importante propriedade da água do aquário, chamada tamponamento ou alcalinidade, que é a capacidade da água de resistir a mudanças de pH.

Kinguio



Os Kinguios são comum e é chamados de Peixinhos Dourados. Isso mesmo, aqueles que costumam ser doados em feiras de animais. Apesar de ser uma realidade triste, os Kinguios (goldfish, em inglês) são animais que apresentam muita beleza em diferentes cores. Sua origem é na China, entre as dinastias Chun e Tang.
É uma espécie domesticada de uma carpa chamada Gibel. Os chineses eram devotos dos peixes Kinguio, originalmente criados em tanques. Esculturas e pinturas antigas chinesas várias vezes traziam imagens do peixinho-dourado.
Seu nome científico é Carassius auratus. Pertencem à família dos Ciprinídeos (Cyprinidae).
Pode crescer até os 59cm e ter um peso de no máximo 3kg. A maior parte dos espécimes não atinge metade dessas medidas. É um peixe ovíparo.
Quando foram exportados para o Japão, após 1600 d.C., os Kinguios conseguiram novas cores, através de técnicas de reprodução.
Atualmente, é um dos tipos de peixinhos mais famosos nas casas de pessoas de todo o mundo. São peixes baratinhos quando pequenos, e por isso comercializados normalmente para crianças e pessoas sem tempo para cuidar do bicho. É uma pena que alguns falecem antes mesmo de chegar à casa do novo dono. É vendido como um peixinho resistente que não precisa de espaço e nem de manutenção. "Pode ser alimentado com praticamente qualquer coisa." Isso é um erro, todo e qualquer animal têm sua manutenção e essa deve ser respeitada.
O animal é uma vida e merece o devido respeito. Compre de vendedores sérios que dão valor à vida e ao conforto do animal.
Há algumas modificações do kinguio, talvez até exóticas, e estão listadas abaixo:
Cabeça de Leão: São aqueles com a cabeça bem grande.
Telescópio: Tem os olhos saltados para fora.
Bolha: Bolsas abaixo dos olhos.
Pompom: duas protuberâncias na frente da cabeça.
Boné Vermelho: é todo branquinho e tem a cabeça vermelha. Também chamado de Oranda.
Curiosidade sobre o Kinguio: O peixinho-dourado ou peixe-vermelho não tem uma memória de apenas 3 segundos, o que é comumente dito. Alguns peixinhos podem reconhecer o próprio dono, que o alimenta, como argumentam.


Reprodução
No Brasil, é comum que o período reprodutivo inicie-se com a chegada da primavera.
Para ocorrer reprodução em aquários, é necessário um volume de água de pelo o menos 80 litros. Nesse aquário, são colocados dois machos e uma fêmea. Procure manter a temperatura nos 23ºC e PH de 7 a 7,5.
O ritual de reprodução dos Kinguios, onde a fêmea libera seus óvulos e os machos os fecundam pode demorar algumas horas. É essencial que tenham plantas flutuantes, como Alface d'água, pois são nelas que os ovinhos ficam presos.
Quando a desova for encerrada, os Kinguios reprodutores precisam ser retirados do aquário-reprodução e colocados em outro aquário.
O tempo até a eclosão pode variar de 3 a 10 dias. Não limpe a àgua durante esse período ou alguns (ou todos) os ovos podem se perder.
Quando nascem os bebês-peixinhos, não é necessário adicionar comida pelas primeiras 48 horas. Depois, deverão ser alimentados com alimentos como gema de ovo cozida ou alimentos especiais para alevinos.
Então, após os 2 meses, a alimentação é igual de peixes adultos.


O Aquário
A manutenção correta do Kinguio é normalmente menosprezada. É um animal pequeno no começo, mas que pode crescer muito. O aquário necessita de um volume de água de no mínimo 120 litros (alguns sites dizem 100, mas é bom sempre manter o animal confortável), e deve ser adicionados 30 a 40 litros para cada Kinguio introduzido. É um erro grave manter um peixe-dourado num aquário pequeno. Kinguios bem tratatos atingem até 20 anos, e quando todas as recomendações são seguidas, o peixe pode aumentar de tamanho, ter barbatanas mais compridas, exóticas e muito belas.
O ideal é já ter um aquário grande, pois comprar um maior depois dos kinguios crescerem pode levar a um gasto bem maior.
O PH ideal é em torno de 7.2 a 7.6. A filtragem deve ser cerca de 10 vezes o volume do aquário por hora. O filtro não deve ser o de fundo, que não corresponde às necessidades de filtragem. Sem queda d'água, pois eles adoram uma água calminha.
Não é bom manter esse peixe convivendo com outras espécies. São lentos e delicados. Outras espécies podem comer suas nadadeiras ou bater neles.
É necessário também ter um aquecedor com termostato, para adequar a temperatura e evitar mudanças bruscas. Eles podem viver em temperaturas de 10ºC a 28ªC, mas não deve oscilar muito. Variações de 2ºC em um dia são toleráveis. Mais do que isso pode prejudicar o peixinho. Um termostato resolve.
Alguns criadores adicionam 2g de sal grosso por litro de água, para ajudar os kinguios a não ter problemas nas bexigas natatórias.
A decoração do aquário pode ser um problema, pois eles adora fuçar em tudo que é plantado, e podem se machucar. É recomendado que apenas haja areia grossa de água doce (rio). Assim, podemos até ver melhor esses seres lindos!
Podem ser mantidos em tanques, desde que esses obedeçam às exigências acima, para maior saúde e comodidade do bichinho.



Alimentação
Existe ração própria para Kinguios, encontrado em lojas de aquarismo e pet-shops. Algumas marcas conhecidas são: Tetra, Alcon e Sera. O Extrato Etéreo da ração deve estar próximo de 5% ou abaixo disso. Não exagere na ração, pois eles sempre vão comer mais e isso pode causar problemas, como estourar (Oh meu Deus!). Você sabe que exagerou quando nadam irregularmente ou ficam de barriga para cima depois de se alimentar. Puxa...


Saúde
Kinguios bem tratados raramente tem problemas de saúde. Porém, caso seu peixinho apresente qualquer anomalia, procure um médico veterinário ou fóruns de discussões sobre aquarismo.

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sábado, 23 de outubro de 2010

Lebiste


Nome Popular: Guppy, Barrigudinho, Lebiste, Bandeirinha, Sarapintado, Peixe-Arco-Íris, Guaru-Guaru, Bobó, Rainbowfish, Missionaryfish, Millionenfisch, Buntfleckkaerpfling etc.Nome Científico: Poecilia reticulata (Wilhelm C. H. Peters - 1859).Origem: Norte da América do Sul e América Central.Dimorfismo Sexual: Macho: Tem cores no corpo e nadadeiras. Sua nadadeira caudal costuma ser do mesmo tamanho do corpo. Pode chegar a medir 3 centímetros. Fêmea: Tem cores somente no pendúculo caudal e nadadeiras. Pode chegar a medir 5,6 cmTemperatura: De 25°C a 30°C. De preferência 27°C.Água: pH 7.0 a 7.2. dH 6 a 10.Alimentação: Onívora - Tubifex, larvas de mosquito, drosófilas, artêmia salina, dáfnias, infusórios, microvermes, enquitréias, minhocas de jardim, patê etc.